sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Apenas quero

Quero sim me jogar em um abraço. Quero me perder no perfume do cangote; me perder tentando definir a essência do perfume, quero me perder e me encontrar, completa, outra vez, no mesmo abraço. Quero chorar, me desfazer em lágrimas, mas definir em sorrisos a alegria de estar com você. Quero procurar, virar as esquinas, correr pela noite, pedir ajuda às estrelas... Quero encontrar você. Andando de moto por Paris, tomando vinho em Verona ou lendo o jornal numa lanchonete qualquer. Apenas quero encaixar as músicas clichês, os filmes românticos e os livros melosos na nossa história. 

Quero começar a construir a nossa história. Quero dar uma chance pra gente. Quero parar de pensar demais nos "e se" e arriscar. Arriscar aqui e agora, arriscar a coragem que me falta, como se fosse um empréstimo e a nossa felicidade o modo de pagamento. Quero apenas deixar de pensar demais e ficar sempre nas indagações. Quero deixar as vaguezas e conquistar algo palpável. Quero ter coragem de aceitar ser feliz. Quero que desculpe a minha erroneidade; tenho medo, apenas isso. E é trabalhoso começar tudo outra vez, sem saber ao certo como vai ser no final. Quero que valha a pena. Quero ter pra quem me jogar, quero ter em quem me segurar. Quero a gente, quero nós. Não eu, nem você: nós. 


Mas, quero que você queira também. Quero que eu seja tudo aquilo que você espera. Quero que queira conhecer a Europa comigo, quero que você tope assistir uma comédia romântica numa tarde qualquer, quero que entenda quando eu estiver querendo ficar sozinha, quero que eu seja o seu mundo e que você aceite ser o meu. Quero apenas que as nossas metades se igualem, pra que possam ser inteiras, inteiros completos.

Só quero a gente. Sem pensar, apenas arriscando. Nunca vamos saber, não é? Pra que perseguir outros "e se" se o nosso pode se transformar em "agora é"?


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Nosotros I

[20/09/16 :: 23:56]

Conversamos por praticamente três horas seguidas. Sabe aquela pessoa que dá vontade de passar longas horas conversando? Que você percebe que realmente quer estar ali? Então, parece ser isso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Elástico

As pessoas elásticas estão por toda a parte; nas esquinas, nos pontos de ônibus, nas carteiras, nos bares, nos carros, no trabalho, na faculdade... Elas são mais comuns do que se imagina, e, muitas vezes, nem elas sabem que são. Ela é aquela que, nos dias de hoje, é conhecida como "trouxa"; ela quebra a cara, esquece e acredita que não vai acontecer de novo e adivinha? Acontece; e ela fica aos pedaços, dizendo a si mesma que tudo não passou de um mero acaso do dia a dia. E isso se repete, como um ciclo vicioso... Interminável. A pessoa (ou mais delas) também não percebem que suas ações te fazem ser a pessoa elástica; te trata bem, te trata mal, chama de amigo e age como se não fosse... E resta a dúvida: é ou não é? Isso é ser amigo também? Estar sentado ao seu lado, dar as costas e ficar de papo com o do outro lado, como se você não existisse? E não deixarei meus dedos se guiarem na questão do "uma ação errônea apaga tudo que já houve de bom." É triste; você ajuda a pessoa a se erguer, juntar os cacos e continuar, e no minuto seguinte vira apenas algo que estica, estica e sempre volta pro mesmo lugar.

E isso é ser a pessoa elástica; te puxam, puxam, te abrem pra lá e pra cá, e você volta sempre pro mesmo lugar, apenas com resquícios quase invisíveis das ações... Mas, infelizmente, numa hora ou outra, o elástico acaba arrebentando... E dificilmente será consertado.

domingo, 18 de setembro de 2016

Desfiando-me em palavras

Está frio; aqui dentro e lá fora. Pessoas por todos os lugares se aconchegam em camadas de cobertas, roupas e calores. No frio, tudo se torna ainda mais poético; desculpe-me, mas pegando algo que li hoje 'coloquei os olhos, há poesia.' Chame-me de romântica, iludida, ou todo blá blá blá que você quiser. Mas, é sublime, entende? Uma cidade, a noite, é apenas uma grande família de vagalumes que oscilam com o vento; uma bandeira balançando na corrente do ar não é apenas sinônimo de patriotismo; relva verde, cimento da estrada.
Em tudo, cidade ou campo, noite ou dia, calor ou inverno, flores no chão ou nas árvores, só ou acompanhado, lendo ou pintando, qualquer coisa requer um nível poético. Desculpe-me se sou otimista demais. Jogo um jogo chamado 'jogo do contente', conhece? Ele diz que em tudo há um lado bom, e é nisso que devemos nos apegar. Talvez o poético, de tudo e nada, seja meu escape. Eu não me canso; sou metade poesia e metade pé no chão; metade razão e metade emoção; metade drama e metade solidão; metade carente e metade solidez. Amo as palavras, pois é o meio que permite ao poeta, mesmo sem versos, expressar-se. Talvez esses sejam meus grandes amores: as palavras e as poesias em texto corrido. Sou aquilo que escrevi, escrevo e escreverei. Sou metade poesia e metade expressão.
\me
"Não, tem que ser planejado. Tem que ser mágico. Precisa ter música certa e iluminação romântica. [...] Até surgir a grande pergunta. Deve ter mil margaridas amarelas, velas e um cavalo. Não sei o porquê do cavalo, a não ser que você venha nele, mas deveria ser mais que isso."
-Lorelai Gilmore

Da série: desapego

Por isso eu não queria me apegar, entende? Por isso que procurei manter apenas pra mim o que poderia ser sentido. Seria duro suportar o que poderia ser e não é. Não quero sonhar com você quatro vezes por semana, ficar olhando ansiosamente pra ver se você chega, esperar esperançosamente que alguém me atualize sobre a reciprocidade da situação. Eu simplesmente queria um sinal, ou uma mostra maior de interesse além daquelas que me fizeram chegar até esse texto. Pra mim, nós talvez completemos aquilo que falta um no outro; mas esse silêncio me deixa acabada. Nunca me permiti ficar assim, nem ter esse tipo de sentimento; talvez nem soubesse o que isso significava... Até agora. Agora, eu sei o que poderia vir a ser, o que eu poderia vir a sentir e o quanto poderia vir a sofrer. Sei que não recebi nenhuma negativa, mas a falta do positivo também não ajuda em nada. Você chegou, jogou a semente e esqueceu de regar. Meu solo está seco e desejoso de água. Viu? Até metáforas horrendas passei a usar.

Decida-se; ou apega ou desapego.
E, quer saber, estou cada vez mais certa de que quando é pra ser, tudo dá certo. O interesse é recíproco, não é preciso que os amigos deêm um empurrãozinho, o silêncio é resultado de vergonha e não de alguma outra coisa, a dúvida é momentânea e a iniciativa é certa. Me desculpe, mas eu me recuso a ficar sofrendo; se tivesse uma certeza, talvez tivesse alegria no sofrer, pois saberia que iria compensar. Mas, enquanto isso não passar de uma mísera incógnita, eu não ficarei sentada, sofrendo. Se for pra dar certo, que os dois lados coloquem as cartas na mesa.

Da série: amor, pois sem ele...

Que tenhamos um amor. Não precisamos ser metades; podemos ser inteiros a procura de outros inteiros que resulte num número completo - ou até mesmo as ditas metades (que seja) -, mas que tenhamos um amor. Um amor que transborde no orgulho ao falar do outro, que seja notável no olhar e no jeito como trata-se o 'amorzinho', que tenha particularidades e segredinho e piadinhas secretas, regado de carinho, admiração e reciprocidade... Que seja agradável aos olhos, ao coração e a alma. Principalmente ao coração.

Da série: bad

É uma verdade universalmente conhecida que toda pessoa que desenvolva um interesse por algo ou alguém vai acabar, em algum momento, criando uma expectativa, se apegando e no fim, consequentemente, se encontrará na "bad".

Da série: reflexões da bad

Existem vários motivos pra se travar uma conversa. Você pode estar precisando desabafar, pode estar necessitando de um amigo ou pode estar apenas querendo jogar conversa fora. Ou, o mais comum, pode estar querendo um romance, que pode ser casual ou pra vida toda. Se a sua escolha for a última opção, a conversa vai começar a tomar os rumos da ocasião, saindo das meras trivialidades.
Depois de longos papos, longas ilusões e longas expectativas, infortunadamente, a conversa não resultou em algo por a) você perdeu o interesse ou b) não era mesmo pra ser. Se a causa for a a, acabou. Com o passar do tempo, você não vai procurar mais a pessoa pra conversar ou, no máximo, vai voltar pras velhas e conhecidas trivialidades. Quando isso acontecer, e a outra parte não tiver interpretado o sinal (ou ainda ter uma mísera esperança), haverão tentativas frustradas de se iniciar uma conversa, o que vai resultar, finalmente, na perca da esperança.
O que se conclui é: não existe um jeito pra que "ah, nós somos amigos" seja verdadeiro. A partir do momento em que se perde o interesse, a pessoa passa a ser mais um quadro cinza no preto e branco da busca pela pessoa certa. Já pensou que ela, a pessoa deixada de lado, poderia ser uma amizade pra vida inteira e você burlou isso? Por que não podem existir amigos que se tornam tal por uma frustração romântica? Nem "oi" existe mais. Isso é deprimente; não temos a capacidade de manter amigos fora dos interesses egoístas. Somos egocêntricos e fechados no nosso próprio mundinho. Não conseguimos manter uma conversa que não seja genuinamente recíproca; ela tende a findar, em algum momento...

Da série: palavras soltas

Se você me perguntar, lhe direi que não sou corajosa. Mas também que não sou covarde. Apenas alegarei que algumas coisas requerem mais força para serem enfrentadas do que outras, já que a magnitude diverge em cada situação. Despreendo um pouco de mim em cada momento necessário, e o orgulho (ou a frustração) de retorno, me mostra que sim, eu sou corajosa, mas que algumas coisas vão além de mim, e essa necessidade eu ainda não pude compreender, nem resgatá-la e fazê-la aflorar.
Um dia, talvez, se você me perguntar, lhe direi que alcancei a coragem que gostaria de ter. Até lá, quem sabe, eu compreenda, levando em conta todos os relativismos, o que é, de fato, a coragem.
/me

Da série: divagações...

Tá tudo tão sei lá. Tão sem sal, nem açúcar. Sem cor nem sabor; monotomia é a palavra. Enfadante ao extremo, necessitado de coloridos, brilhantes, vibrantes. Tudo tão sei lá; rotineiro, cansativo, salvo pelas rotas repetitivas, com direito a janela e paisagens quase bucólicas. Não é branco e preto, não é sépia; é cinza. E, de vez em quando, alguns raios surgem no horizonte, e parece que o pincel vai começar sua eterna função de colorir; mas então os raios se extinguem, e tudo permanece exatamente igual. E tudo continua tão sei lá. Mas, talvez isso seja a tal esperança, afinal... Suporta os minutos cinzas, esperando ansiosamente pelo colorido do segundos, não se deixando abalar quando os raios resolvem se apagar... Talvez seja mesmo, ou talvez seja só outro sei lá...
\me