domingo, 18 de setembro de 2016

Desfiando-me em palavras

Está frio; aqui dentro e lá fora. Pessoas por todos os lugares se aconchegam em camadas de cobertas, roupas e calores. No frio, tudo se torna ainda mais poético; desculpe-me, mas pegando algo que li hoje 'coloquei os olhos, há poesia.' Chame-me de romântica, iludida, ou todo blá blá blá que você quiser. Mas, é sublime, entende? Uma cidade, a noite, é apenas uma grande família de vagalumes que oscilam com o vento; uma bandeira balançando na corrente do ar não é apenas sinônimo de patriotismo; relva verde, cimento da estrada.
Em tudo, cidade ou campo, noite ou dia, calor ou inverno, flores no chão ou nas árvores, só ou acompanhado, lendo ou pintando, qualquer coisa requer um nível poético. Desculpe-me se sou otimista demais. Jogo um jogo chamado 'jogo do contente', conhece? Ele diz que em tudo há um lado bom, e é nisso que devemos nos apegar. Talvez o poético, de tudo e nada, seja meu escape. Eu não me canso; sou metade poesia e metade pé no chão; metade razão e metade emoção; metade drama e metade solidão; metade carente e metade solidez. Amo as palavras, pois é o meio que permite ao poeta, mesmo sem versos, expressar-se. Talvez esses sejam meus grandes amores: as palavras e as poesias em texto corrido. Sou aquilo que escrevi, escrevo e escreverei. Sou metade poesia e metade expressão.
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