As pessoas elásticas estão por toda a parte; nas esquinas, nos pontos de ônibus, nas carteiras, nos bares, nos carros, no trabalho, na faculdade... Elas são mais comuns do que se imagina, e, muitas vezes, nem elas sabem que são. Ela é aquela que, nos dias de hoje, é conhecida como "trouxa"; ela quebra a cara, esquece e acredita que não vai acontecer de novo e adivinha? Acontece; e ela fica aos pedaços, dizendo a si mesma que tudo não passou de um mero acaso do dia a dia. E isso se repete, como um ciclo vicioso... Interminável. A pessoa (ou mais delas) também não percebem que suas ações te fazem ser a pessoa elástica; te trata bem, te trata mal, chama de amigo e age como se não fosse... E resta a dúvida: é ou não é? Isso é ser amigo também? Estar sentado ao seu lado, dar as costas e ficar de papo com o do outro lado, como se você não existisse? E não deixarei meus dedos se guiarem na questão do "uma ação errônea apaga tudo que já houve de bom." É triste; você ajuda a pessoa a se erguer, juntar os cacos e continuar, e no minuto seguinte vira apenas algo que estica, estica e sempre volta pro mesmo lugar.
E isso é ser a pessoa elástica; te puxam, puxam, te abrem pra lá e pra cá, e você volta sempre pro mesmo lugar, apenas com resquícios quase invisíveis das ações... Mas, infelizmente, numa hora ou outra, o elástico acaba arrebentando... E dificilmente será consertado.
