domingo, 18 de setembro de 2016

Da série: palavras soltas

Se você me perguntar, lhe direi que não sou corajosa. Mas também que não sou covarde. Apenas alegarei que algumas coisas requerem mais força para serem enfrentadas do que outras, já que a magnitude diverge em cada situação. Despreendo um pouco de mim em cada momento necessário, e o orgulho (ou a frustração) de retorno, me mostra que sim, eu sou corajosa, mas que algumas coisas vão além de mim, e essa necessidade eu ainda não pude compreender, nem resgatá-la e fazê-la aflorar.
Um dia, talvez, se você me perguntar, lhe direi que alcancei a coragem que gostaria de ter. Até lá, quem sabe, eu compreenda, levando em conta todos os relativismos, o que é, de fato, a coragem.
/me