domingo, 18 de setembro de 2016

Da série: reflexões da bad

Existem vários motivos pra se travar uma conversa. Você pode estar precisando desabafar, pode estar necessitando de um amigo ou pode estar apenas querendo jogar conversa fora. Ou, o mais comum, pode estar querendo um romance, que pode ser casual ou pra vida toda. Se a sua escolha for a última opção, a conversa vai começar a tomar os rumos da ocasião, saindo das meras trivialidades.
Depois de longos papos, longas ilusões e longas expectativas, infortunadamente, a conversa não resultou em algo por a) você perdeu o interesse ou b) não era mesmo pra ser. Se a causa for a a, acabou. Com o passar do tempo, você não vai procurar mais a pessoa pra conversar ou, no máximo, vai voltar pras velhas e conhecidas trivialidades. Quando isso acontecer, e a outra parte não tiver interpretado o sinal (ou ainda ter uma mísera esperança), haverão tentativas frustradas de se iniciar uma conversa, o que vai resultar, finalmente, na perca da esperança.
O que se conclui é: não existe um jeito pra que "ah, nós somos amigos" seja verdadeiro. A partir do momento em que se perde o interesse, a pessoa passa a ser mais um quadro cinza no preto e branco da busca pela pessoa certa. Já pensou que ela, a pessoa deixada de lado, poderia ser uma amizade pra vida inteira e você burlou isso? Por que não podem existir amigos que se tornam tal por uma frustração romântica? Nem "oi" existe mais. Isso é deprimente; não temos a capacidade de manter amigos fora dos interesses egoístas. Somos egocêntricos e fechados no nosso próprio mundinho. Não conseguimos manter uma conversa que não seja genuinamente recíproca; ela tende a findar, em algum momento...