sexta-feira, 14 de julho de 2017

Crônicas da vida urbana: céu sobre os ombros

Caro leitor, tenho uma teoria. Pelo que percebi, na minha pouca vivência de 19 anos, dos momentos mais difíceis (ou mais felizes) nascem os melhores textos. Será mesmo? Porque, nesse momento, tudo o que mais preciso é de alguém pra dividir o peso que está nas minhas costas. Sinto-me como o titã, da mitologia grega, que segurava o céu sobre os ombros. Uma hora, cansa. Cansa muito; as mãos estão atadas, os pés não acham caminho e o coração grita por uma ajuda que você sabe que não está ali. É sinal de fraqueza? Desistir? É vergonhoso não conseguir ser forte o tempo todo? Admitir que tudo desaba e que não há pra onde correr? Quando você vê que, independente de por onde você olhe, nada parece ter solução? Como proceder quando é você que precisa de um ombro? Onde estão aqueles que você emprestou o seu? Entenda, leitor, não gosto dessas cobranças, e não faço uso delas. Mas, as vezes, um pouco de reciprocidade, é  tudo que necessitamos. Sabe, aquele confidente, que você sabe que vai entender, que vai ouvir e, se não tiver palavras pra ajudar, vai ao menos estar ali e te abraçar forte? Consegue imaginar isso? Porque eu não sei o que fazer, pois não sei como me ajudar e ajudar as pessoas que tanto amo. 


Tudo é cinza; e não tem como ser forte o tempo todo. É sobre-humano. É impossível. Só preciso "dividir o  céu que está sobre meus ombros". Só isso.